Bahia Farm Show Modelo Gestão Bahia

NOTÍCIAS

"Nunca vi exército de outro país jogar bomba de gás no Brasil", diz coronel

Segunda-feira, 25 de Fevereiro de 2019 / Brasil

O oficial de operações José Jacaúna de Souza, coronel do Exército brasileiro em Pacaraima, Roraima, afirmou que os militares venezuelanos invadiram a área que tecnicamente pertence ao Brasil no momento em que entraram em confronto com manifestantes na fronteira. O oficial considerou uma "agressão" e defendeu que o governo brasileiro tome "medidas diplomáticas".

— Foi um episódio lamentável, ninguém esperava que isso acontecesse em nosso território. Recebemos uma chuva de gás lacrimogêneo. Esperamos que isso não fique assim — declarou Jacaúna.

O coronel ainda classificou o episódio como uma "rusga", e ponderou que cabe apenas ao presidente da República, Jair Bolsonaro, avaliar se foi um incidente diplomático.

Jacauna reforçou o discurso de que o Brasil não tem planos de se envolver em conflito armado com a Venezuela. Sobre a ação no lado brasileiro, garantiu que o efetivo é suficiente para garantir a ordem.

O comandante do Exército brasileiro, Edson Pujol, não considera que houve invasão em território brasileiro. Para ele, a escaramuça aconteceu em uma "zona neutra" da fronteira com o Brasil.

Coquetéis molotov e tiros

Por volta de 17h30min, um grupo formado por jovens mascarados começou a atirar coquetéis molotov e pedras contra o cordão de militares. Após os primeiros arremessos, uma estrutura de alvenaria utilizada pelos militares pegou fogo. Áreas de vegetação também foram incendiadas, provocando grandes colunas de fumaça.

Os militares reagiram atirando bombas de gás e efeito moral. Sem conseguir que os manifestantes recuassem, passaram a dar tiros de arma de fogo e com balas de borracha. Ao menos um venezuelano ficou ferido. Ele foi deixado na base militar brasileira.

O deputado Luís Silva, do Movimento da Unidade Democrática (MUD), partido de Juan Guaidó, afirmou que quatro pessoas morreram em confrontos com as forças militares venezuelanas. Três dessas mortes foram confirmadas pela médica socorrista Carla Cevita, que trabalha na região.

Ela não soube passar detalhes sobre as vítimas, e acrescentou que ao menos 23 pessoas ficaram feridas durante os enfrentamentos entre parte da população com o exército de Nicolás Maduro. Nove seriam transferidos ao Brasil. Embora a fronteira esteja fechada, a passagem de veículos de socorro é permitida.

Nos primeiros deslocamentos, cinco cidadãos do país vizinho foram levados ao hospital, todos em estado grave. Com poucos funcionários, a instituição solicitou ajuda de militares. Depois dos primeiros atendimentos, os venezuelanos devem ser levados à capital Boa Vista, que fica a 200 quilômetros de distância.

Outro responsável por socorrer as vítimas, o diretor de Proteção Civil de Bolívar, Alberto Brito, relatou que os enfrentamentos se intensificaram nos últimos dois dias em Santa Elena, a primeira cidade após a fronteira do Brasil.

— A situação é grave, muitas pessoas com ferimentos de tiros, de pedradas. Os conflitos com o Exército ocorrem em todas as partes — relatou o socorrista, cuja atividade é independente do governo da Venezuela.


Blogbraga/Fonte: Zero Hora

Compartilhar no Whatsapp
TOP Qualidade 2019
Mundial FM 91,3
Facebook
Tempo
Moeda
Conversor de Moeda
Cotação

Cotações de Commodities fornecidas por Investing.com Brasil.
PARCEIROS
MaxCar Contabilidade Rondon Rede Multiassistencia Delicia DPVAT Barreiras G7 Forte Grãos Mimoaço Guarda Municipal Bem Brasil Pastel Click Tec Sutrans AUTOCAR Kenni Henke Jaú DM Reparos Casa da Ferramenta Polícia Civil Aliança CISO Sportime Dupará Açaí Unopar Evolucao Luz motos Neli Imperial Dr. Márcio Rogério Paraíba Extreme Elo Aço Cultura Vida Farma Digital Informatica Mimoso Segurança Dique Denuncia Global Oeste Manutenção Pantanal Grupo Marabá DBT Rabelo Silvano Santos Coyote P&F Ademilar Mineiros Online Celulares Fontana PM