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Blog Braga

Doença de Parkinson

Especialistas alertam para a importância do diagnóstico precoce e do tratamento contínuo da doença de Parkinson

Fonte: Repórter Paiva/ Hospital do Oeste

10/04/2026

O alerta acompanha o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson, celebrado neste sábado (11)

No Dia Mundial de Conscientização sobre a Doença de Parkinson, celebrado neste sábado (11 de abril), especialistas alertam para o aumento expressivo de casos e reforçam a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento contínuo. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que os casos de Parkinson mais que dobraram entre 2000 e 2020, tendência associada ao envelhecimento da população. Embora seja mais comum após os 60 anos, a doença tem sido observada cada vez mais cedo. De acordo com o neurologista Rodrigo Andrade, das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), o Parkinson é causado pelo acúmulo de proteínas anormais no cérebro, que levam à inflamação e à degeneração de áreas responsáveis pela produção de neurotransmissores ligados ao movimento.

Os sinais mais conhecidos, como tremor, rigidez e lentidão dos movimentos, costumam surgir quando a doença já está em estágio mais avançado. Antes disso, sintomas como dores musculares, perda de olfato, constipação intestinal e distúrbios do sono podem aparecer, mas frequentemente passam despercebidos. “Esse processo começa muitos anos antes dos sintomas aparecerem. Quando surgem sinais como tremor, rigidez e lentidão, a doença já está em evolução há bastante tempo”, explica o neurologista.

Um dos principais desafios é justamente o diagnóstico precoce. Sintomas iniciais costumam ser ignorados ou confundidos com outras condições. “Muitas pessoas procuram primeiro o ortopedista por causa da dor. Só depois chegam ao neurologista”, afirma o médico. No apoio ao tratamento e ao diagnóstico precoce da doença, surge o Ambulatório de Distúrbio do Movimento da OSID. Inserido no atendimento do Centro de Geriatria e Gerontologia Júlia Magalhães (CGGJM), o serviço recebe pacientes encaminhados após avaliação inicial na unidade e oferece cuidado direcionado e contínuo.

Segundo a líder do serviço, Paloma Andrade, o diferencial está na abordagem multidisciplinar. “O paciente é atendido de forma integral. Dependendo da necessidade, ele é encaminhado para fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, nutrição e serviço social. É um cuidado que considera todas as dimensões da vida dele”, afirma. Atualmente, o ambulatório realiza cerca de 500 atendimentos por ano. Apesar de não ter cura, o Parkinson tem tratamento e pode ser manejado de forma eficaz.

As histórias de quem passa pelo ambulatório reforçam esse impacto. Maria do Carmo, de 70 anos, relata que mantém uma rotina ativa: “Eu faço tudo: cozinho, lavo roupa, vou à feira, viajo. Não deixei de viver.” O cuidado é individualizado e inclui medicamentos, atendimento multidisciplinar com fisioterapia, fonoaudiologia, acompanhamento psicológico e, em casos específicos, terapias avançadas, suporte que auxilia a autonomia e qualidade de vida do paciente por anos. A mensagem dos especialistas é clara: o diagnóstico não deve ser encarado como um fim. “É uma doença crônica, como hipertensão ou diabetes. Com tratamento adequado, atividade física e acompanhamento regular, o paciente pode ter uma vida produtiva e com qualidade”, reforça o neurologista.

Centro Geriátrico - Referência no atendimento à pessoa idosa, o Centro de Geriatria e Gerontologia Júlia Magalhães (CGGJM), das Obras Sociais Irmã Dulce, realiza uma média de 5 mil atendimentos ambulatoriais por mês, com um trabalho focado na assistência em saúde, prevenção e controle de doenças, estímulo à cidadania, socialização e qualidade de vida, além de promover maior autonomia e independência aos pacientes. A unidade possui também o Núcleo de Avaliação Cognitiva - voltado para atendimento a pacientes portadores de demência, sendo mais predominante a Doença de Alzheimer e o Ambulatório de Distúrbio do Movimento, atendendo pacientes predominantemente com Doença de Parkinson e os grupos terapêuticos e de convivência.

Comprometido com o atendimento humanizado, o CGGJM da OSID dispõe de uma equipe multidisciplinar, formada por enfermeiros; médicos geriatras; médicos neuroclínicos; assistentes sociais; fisioterapeutas; terapeutas ocupacionais; fonoaudiólogos; nutricionistas; psicólogos e musicoterapeuta.