Curso
No II Curso de Emergência Fitossanitária, Aiba participa de debates e fortalece diálogos em defesa da cacauicultura
Fonte: Assessoria de Imprensa Aiba
03/03/2026
Tendo como pautas norteadoras as ações de emergência e defesa Fitossanitária da Monilíase do Cacaueiro (moniliophthora roreri), o Núcleo de Agronegócio da Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), participou da programação do II Curso de Emergência Fitossanitária – Módulo Monilíase do Cacaueiro (Moniliophthora roreri), que aconteceu de 24 a 27 de fevereiro, na sede da Universidade Estadual de Santa Cruz, em Itabuna, região sul da Bahia.
O curso, que reuniu mais de 60 técnicos de órgãos estaduais, federais e de instituições parceiras, além de representantes do Ministério de Agricultura e Pecuária (Mapa), teve como principal objetivo fortalecer a vigilância e garantir uma resposta rápida caso o fungo seja identificado no estado.
Moniliophthora roreri
Considerada uma das principais doenças que acometem as culturas de cacaueiro e do cupuaçuzeiro, a monilíase é causada pelo fungo Moniliophthora roreri, que tem como principais características a agressividade do patógeno e a capacidade de disseminação.
A capacitação contemplou fundamentos essenciais para identificação, contenção e erradicação da praga, com atividades teórica, práticas e simulações de emergência fitossanitária para a adoção de medidas de prevenção e biossegurança.
Apesar de ser uma praga que ainda não está presente na Bahia, é importante que medidas de prevenção sejam adotadas por meio de programas de eficiência, a exemplo do Fitossanitário da Soja, como explica o gerente de Agronegócios da Aiba, Aloísio Júnior.
“A Moniliophthora roreri é uma praga agressiva e de alta disseminação, e embora já tenha sido detectada no norte do país, o Oeste da Bahia precisa estar em vigilância, visto que é uma das principais rotas e portas possíveis de entrada da praga no estado. Muito importante a Aiba estar presente nas ações de defesa fitossanitária, fortalecendo a preocupação com a cadeia produtiva, pois a entidade tem uma capacidade de transferir tecnologia e conhecimento para os produtores associados, visando proteger a cadeia produtiva do cacau na região”, salienta Aloísio que participou da programação.
Plena expansão da cacauicultura e estratégias de proteção
Com plena expansão da atividade cacauicultura e importância considerável para a economia, na região do Cerrado baiano são cultivados mais de 400 mil hectares, com boa parte das lavouras consolidadas em sistemas cabruca ou à pleno sol.
O diretor geral da Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (Adab), Paulo Sérgio Menezes, agradeceu a parceria da Aiba e destacou a importância do trabalho conjunto preventivo entre as equipes para que possam ser evitados prejuízos econômicos à economia baiana.
"Quero agradecer à Aiba pela participação dos seus servidores e pelo apoio no nosso segundo Curso de Emergência Fitossanitária. Esse é um treinamento fundamental, pois prepara nossos fiscais e parceiros para o enfrentamento da monilíase do cacaueiro. Embora seja uma praga ainda ausente em nosso estado, o trabalho preventivo garante que nossos profissionais estejam prontos para agir caso qualquer foco venha a surgir, protegendo a cultura do cacau na Bahia", afirmou o diretor.
A equipe técnica da Aiba ainda esteve representada pelo e analista fitossanitário Jackson Mota, que reforçou o compromisso da entidade em fortalecer a cacauicultura do Cerrado baiano, garantindo que o manejo do cacaueiro seja amplamente conhecido e aplicado para proteger a produção regional contra a Moniliophthora roreri.